Pedido político
Carlos Queiroz, prefeito de Aramari de 2001 a 2008, estava em Salvador quando o celular tocou. Era um conterrâneo e eleitor:
- Prefeito, eu queria lhe fazer um pedido. Meu pai morreu e eu gostaria que o senhor me cedesse o túmulo do seu irmão até eu construir outro.
Pasmo, Carlos tentou sair pelo lado:
- Vá falar com a minha mãe. Se ela autorizar...
Foi, a mãe do prefeito, mais de 86 anos, autorizou.
Dias depois Salomão Mansur, chefe de gabinete de Marcelo Nilo na Assembleia e parente de Carlos, que de nada sabia, foi no Dia de Finados levar flores para o túmulo do pai no mausoléu da família. Lá encontrou outras flores novas e gente estranha chorando e rezando:
- Mas o que é isso?
E o outro:
- É meu parente. O prefeito autorizou.
Até hoje o intruso está lá.
- Prefeito, eu queria lhe fazer um pedido. Meu pai morreu e eu gostaria que o senhor me cedesse o túmulo do seu irmão até eu construir outro.
Pasmo, Carlos tentou sair pelo lado:
- Vá falar com a minha mãe. Se ela autorizar...
Foi, a mãe do prefeito, mais de 86 anos, autorizou.
Dias depois Salomão Mansur, chefe de gabinete de Marcelo Nilo na Assembleia e parente de Carlos, que de nada sabia, foi no Dia de Finados levar flores para o túmulo do pai no mausoléu da família. Lá encontrou outras flores novas e gente estranha chorando e rezando:
- Mas o que é isso?
E o outro:
- É meu parente. O prefeito autorizou.
Até hoje o intruso está lá.
P / Levi Vasconcelos
