POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL

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FOI RETIRADA DO AR!

Justiça pede que 50% dos professores voltem às salas em Lauro de Freitas



Professores reunidos no início da greve
(Foto: Dayse Macedo / ASPROLF Sindicato)

A Justiça determinou que 50% dos docentes voltem às salas de aula sob pena para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas (Asprolf) de multa diária de R$ 1 mil, caso haja descumprimento da determinação. A decisão foi anunciada na segunda-feira (22). Os professores da cidade na região metropolitana de Salvador estão em greve desde o dia 12 de fevereiro.

De acordo com a Secretaria de Educação, a prefeitura acionou a Justiça, por meio da Procuradoria Geral do Município, para garantir o direto dos alunos matriculados na rede de ensino em Lauro de Freitas a frequentarem as aulas.

A prefeitura informou que reconhece o direito de greve e sempre está à disposição para discutir qualquer assunto de interesse da categoria. A secretaria afirmou que recebeu reclamações de professores que disseram ter sofrido ofensas e agressões por sindicalistas ao tentar entrar nas escolas para trabalhar neste período de greve.

A Asprolf nega as acusações e ressalta que a greve foi considerada legal pela Justiça, contudo confirmaram a determinação da volta de 50% da categoria. Os grevistas esclareceram que já estiveram nas escolas para as atividades nesta terça-feira (23). O sindicato informou que a Justiça não determinou o corte de salários dos professores que aderiram ao movimento paredista.

A principal reivindicação dos professores é que alunos e docentes possam voltar a participar da eleição direta do diretor escolar. Isso porque em novembro de 2015, o prefeito de Lauro de Freitas criou uma emenda na qual determina que será o poder Executivo que vai indicar os gestores dos colégios, não mais a comunidade escolar. Além disso, os professores também pedem melhorias na infraestrutura de algumas escolas municipais.

Encontro com o prefeito


Durante a reunião, a proposta foi da criação de uma comissão tripartite, que terá a participação de um representante do sindicato, um do Executivo e outro do Legislativo. A comissão irá discutir o modelo de escolha de eleição direta do diretor das escolas. A proposta foi encaminhada para os demais integrantes do sindicato que não aceitaram a proposta da prefeitura.

"Achamos que as nossas garantias de direitos estavam fragilizadas. Então fizemos uma contraproposta, pedimos que a prefeitura garantisse a retomada diretores exonerados, mas não fomos atendidos. Agora vamos ter outra reunião com o governo [prefeitura] na quinta-feira [25] para saber qual será o encaminhamento da greve", disse o coordenador geral do Asprolf, Valdir Silva.


Fonte: G1-BA