Setor de vestuário foi um dos destaques entre os pequenos negócios
Mesmo em meio à crise, os pequenos negócios na Bahia cresceram 9% em 2015. O ano também marcou um salto na formalização da atividade econômica, com crescimento de 17% no número de registros de microempreeendedores individuais no estado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
De acordo com o superintendente do Sebrae na Bahia, Adhvan Furtado, a Bahia encerra o ano com, aproximadamente, 632 mil empresas de micro e pequeno porte: 54 mil abertos em 2015. Os números colocam o estado em sexto lugar no ranking nacional. Na maioria dos casos (cerca de 50%) o ramo de atuação foi o comercial, ficando o setor de alojamentos e alimentação, em segundo lugar, com 9%.
Na Bahia, Salvador lidera no número de empreendimentos, com mais de 171 mil. A capital é seguida por Feira de Santana (39 mil), Vitória da Conquista (19 mil), Lauro de Freitas (16 mil) e Camaçari (14 mil). "Lauro de Freitas, até pelo tamanho menor que Camaçari, é o grande destaque, pois deu um salto nos últimos anos, por conta dos programas locais de apoio ao empreendedorismo", frisou Furtado, em entrevista coletiva, na sede do Sebrae, em Salvador.
Efeito crise
O superintendente do Sebrae explicou ainda que o aumento significativo no número de novos empreendimentos "foi mais por necessidade do que em função da busca de oportunidades", como frisou. Segundo ele, os números refletem, em boa parte, a fuga para o próprio negócio de pessoas que foram demitidas das grandes e médias empresas por conta da crise.
