
Os ânimos se exaltaram, mais uma vez, durante sessão na Assembleia Legislativa da Bahia, na noite desta terça-feira (15). Servidores públicos acompanham a sessão que pode votar o pacote de mudanças nas regras do funcionalismo público. Das galerias, gritos e vaias foram ouvidos durante os discursos dos parlamentares. No momento em que o presidente da Alba, Marcelo Nilo, defendeu a ação dos policiais militares que retiraram à força do plenário estudantes, na semana passada, uma sonora vaia foi ouvida.
“Se vaiarem, vou mandar retirar todo mundo das galerias”, disse Nilo. E as vaias aumentaram. Logo em seguida, os servidores chamaram o presidente de “ditador”.
Após a acusação, Nilo voltou atrás e disse “dar mais uma chance” aos servidores. “Vou dar mais uma chance a vocês, mas se continuarem vaiando vou mandar retirar todo mundo”, disse.
Na semana passada, quem protagonizou cenas de atos impositivos foi o vice-presidente da Alba, Adolfo Menezes (PSD). O parlamentar perdeu a compostura enquanto presidia a sessão na Casa. Disse aos servidores que protestavam: “Queria ser ditador para tomar a posição que vocês merecem”.
Mais ânimos exaltados
A sessão na Assembleia Legislativa da Bahia, que já adentrou a noite desta terça-feira (15), é marcada por embates entre os parlamentares e os ânimos exaltados dos servidores públicos que acompanham a sessão. O último embate foi protagonizado pelos deputados Adolfo Viana (PSDB), Luiza Maia (PT) e Rosemberg Pinto (PT).
Viana citou matéria do Bocão News que aponta a deputada Luiza Maia questionando o tucano sobre o voto aberto. Ao afirmar que é a favor das votações, a petista retrucou. Da tribuna da Casa, Viana se exaltou e pediu respeito. “A senhora deveria tomar um chá de maracujá e se acalmar. Estou aqui defendendo a minha proposta. Vocês deveriam subir aqui e defender o que pensam também”, disse. Logo foi ovacionado pelos servidores nas galerias.
O líder do PT, Rosemberg Pinto, se envolveu na discussão e também proferiu xingamentos. Viana rebateu. “Um senhor de cabelos brancos não deveria falar palavras de baixo calão. Se retire do plenário”, disse.