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| Foto divulgação Sindimed |
Enquanto o médico Francisco Magalhães, presidente Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), denuncia, com preocupação, a situação calamitosa do Hospital Roberto Santos, em Salvador, o dr. Antônio Raimundo, atual diretor da instituição, negou as denúncias em entrevista à Rádio Metrópole, nesta manhã de sexta, 21.
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| Fotot: Voz da Bahia |
O médico sindicalista afirmou em entrevista à mesma emissora que pacientes, muitos em situação grave, chegam à unidade e ficam sem a devida assistência, muitas vezes nos corredores, ou são encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), unidade da Prefeitura de Salvador, instalada na mesma área do hospital, no Cabula. Familiares de pacientes costumam reclamar em diversos meios de comunicação que, com os corredores superlotados no Hospital Roberto Santos, pessoas esperam até dias pela inexplicável Regulação, sistema que busca, sinaliza e distribui vagas nos hospitais e demais unidades de saúde em todo o Estado da Bahia.
O Diretor do Hospital se defende: “O Roberto Santos tem uma emergência estruturada para atender casos de alta complexidade e a UPA que fica em frente tem capacidade de atender complexidades menores. Talvez, o doutor Francisco [presidente do Sindimed] não conheça a classificação de risco, nós atendemos e nunca atendemos tantos pacientes graves como agora. Aumentamos o número de atendimentos de trombose e AVC, por exemplo, nesse período [de 2015] atendemos mais que o ano passado todo”, pontua.
E, admitindo que há superlotação, o diretor pede a compreensão dos pacientes com a justificativa que o espaço estaria passando por uma "reestruturação" - e não falou em data para voltar à normalidade.
O que seria "ter paciência" com dor, ou sangrando, senhor diretor ?

