
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, está ansioso para deixar o PDT, onde ficou por cinco anos, para migrar para o Partido Liberal, cuja criação está sendo capitaneada nacionalmente pelo Ministro das Cidades, Gilberto Kassab. Ele, aliados e amigos, muitos de outros partidos, estão a todo vapor colhendo assinaturas para a criação do PL.
Principal articulador na Bahia, Nilo está na expectativa de que até o dia 20 de agosto o partido seja criado.
Para que o PL se concretize, serão necessários 484 mil assinaturas de eleitores brasileiros. No Estado, ele garante já ter homologado 11 mil, muito embora tivesse a expectativa de conseguir 65 mil. Ao todo, foram colhidas 200 mil assinaturas.
A meta foi frustrada, segundo o deputado, por causa da greve do Judiciário Federal. No entanto, a paralisação não deverá afetar o colhimento de assinaturas no país. “Temos apenas seis estados com greve.
As tratativas estão andando rápido e estamos colhendo muitas assinaturas. Tenho contatado constantemente o Gilberto Kassab e as expectativas dele também são boas”, declarou.
Os cartórios eleitorais e no Serviço de Atendimento ao Cidadão estão com as portas fechadas desde o dia 16 de junho, e só atendem casos considerados urgentes, como certidões de quitação eleitoral e restabelecimento de direitos políticos.
Além da data para a criação do PL, outra expectativa toma conta do presidente da Assembleia Legislativa por cinco mandatos consecutivos: eleger em 2016 pelo menos 50 prefeitos pela nova sigla, da qual será o presidente estadual.
Desde que começaram as desavenças com o presidente do PDT na Bahia, deputado federal Felix Mendonça, o futuro ex-pedetista já anunciava que sua saída ia causar um baque em seu desafeto. Agora, garante que nove deputados estaduais garantiram que irão segui-lo para a nova legenda. “Nove ou dez deputados me garantiram que seguirão comigo para o PL. Alguns do PDT e outros de diferentes partidos. Vai depender muito do período em que o PL irá se formalizar”, avaliou.
Conforme especulado nos bastidores e já publicado pela Tribuna, na lista estão os nomes dos deputados Alan Castro e Alex Lima do PTN; Alex da Piatã do PMDB e Nelson Leal do PSL; Euclides Fernandes, Roberto Carlos, Vitor Bonfim, Paulo Câmera (secretário de Agricultura).
A Tribuna tentou contato com os nomes especulados, sem sucesso. Alguns caíram na caixa e outros estavam desligados.
PTN - Caso se concretize a saída desses deputados, o PSL e o PTN perderão ainda mais força depois. Nos bastidores, afirma-se que está praticamente tudo oficializado com Marcelo Nilo.
O PTN será um dos mais afetados. Isso porque, além dos deputados Alan e Alex, especula-se também a saída do ex-prefeito de Camaçari, José Tude, que estaria flertando com o PMDB.
Embora tenha negado, o presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, assumiu que conversou com Tude sobre o assunto.
O PTN tem agregado críticas contra a postura do presidente da sigla na Bahia, deputado federal João Carlos Bacelar, a quem atribuem o fato de só dar espaço para ele e o irmão.