
Mais um escândalo envolvendo a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) veio à tona nesta semana. Por meio de contratos temporários, cujas nomeações não são publicadas em Diário Oficial e que não são alvo de fiscalização, a Alba nomeou ao menos 40 políticos ou parentes, de acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo.
Atualmente, a Assembleia tem 2.800 funcionários, sendo 327 concursados, 671 temporários e o restante de secretários parlamentares. Dos cem aprovados no concurso feito em 2014 –o primeiro em oito anos–, só 17 foram nomeados.
Com base na soma da remuneração dos 641 temporários que estavam nomeados em 2013, estima-se que Assembleia gastou cerca de R$ 20 milhões apenas com os salários-base naquele ano.
Duas listas com os nomes dos nomeados foram obtidas pelo jornal, uma de dezembro de 2012 e outra de março de 2015. Na primeira delas, com 641 nomeados, os salários variavam de R$ 600 a R$ 6.000. Na deste ano, eram 633 contratados.

Nesta terça-feira (18), a reportagem do Bocão News apurou que a filha da deputada federal Moema Gramacho (PT) é repórter do Canal Assembleia. O fato que mais chama atenção na contratação é que a jovem Michele Gramacho é bióloga. Durante o contrato temporário, Michele já tirou licença gestante de 120 dias em abril de 2010.

A reportagem tentou entrar em contato com o presidente da Alba, o deputado estadual Marcelo Nilo, mas não teve sucesso. A assessoria do presidente do parlamentar foi procurada, prometeu enviar um posicionamento, mas até o fechamento desta reportagem, o Bocão News não teve
Por Redação Bocão News