[Quinta-feira, hoje] Eduardo Cunha acordou hoje cantando Xuxa. “Dá um pulo e vai pra frente, de peixinho vai pra trás...”. Celebrava, como criança, seu tiro na Constituição. Seu passa-moleque no regimento interno da Câmara dos Deputados. Seu afronte descarado à democracia.
[Terça-feira, antes de ontem] Os deputados rejeitaram a redução da maioridade penal. Cunha teve pesadelo a noite. Falou com o diabo.
[Quarta-feira, ontem] Cunha, o menino mimado, foi lá e colocou a mesma pauta em votação. Mudou aqui e acolá. Pagou picolé para um ou outro perdido. Passou.
[1988, Constituição Brasileira, artigo 60, parágrafo 5º] Matérias de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada NÃO PODEM ser objeto de NOVA proposta na MESMA sessão legislativa.
[Amanhã] Gostaria de presentear o deputado Eduardo Cunha e os demais deputados reacionários que visitem um presídio. Conversem com as pessoas. Leiam Estação Carandiru. Sejam humanos e, ao mesmo, tempo curiosos.
[Sempre] Ninguém conserta um país na base de balas. Nem no Xou da Xuxa.
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Humberto Laudares escreve às quintas-feiras no Quebrando o Tabu. Xuxa nem merecia ser colocada na mesma sentença que Eduardo Cunha. Mas é o que temos pra hoje.