
Foto: Seplan
Na manhã dessa terça-feira (02/06), dando continuidade à série de atividades voltadas a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM), a Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão Urbana (Seplan), realizou na sede da Secretaria de Cultura (Secult), situada na região de Portão, uma reunião com os empresários locais.
Assim como desenvolvido com os outros segmentos contemplados, a secretária da Seplan, Eliana Marback, explanou sobre todos os detalhes referentes a proposta de revisão do PDDM. Na oportunidade a gestora da pasta e os profissionais que compõem sua equipe registram as contribuições dos participantes.
Diferente das opiniões e posturas adotadas pelo segmento dos conselhos de direitos que funcionam na cidade, que se reuniu ontem(01/06) com a Seplan, no que se refere às questões de meio ambiente e saneamento básico, que defenderam a a revitalização e preservação dos rios que cortam a cidade e que hoje sofrem com a poluição por esgotos legais e clandestinos, os empresários propuseram o tamponamento, ou seja, obstruir ou vedar por cobertura de concreto e placas o Rio Sapato.
O Sapato passa por alargamento do seu leito, através de obras de dragagem do leito do Sapato pelo Estado, através da CONDER, em parceria com o Governo Federal e Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, para ampliar o sistema de escoamento de águas pluviais das localidades do Chafariz, Lagoa da Base, Lagoa dos Patos e Vila Mar. O Rio Sapato sofre com esgotos clandestinos gerado por condomínios em toda a extensão do rio, com o assoreamento por lixo e materiais diversos como entulhos, móveis, pneus. que ocupam as margens e cobrem praticamente as águas do Sapato.
A obra realizada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) no Rio Sapato, em Vilas do Atlântico, gerou reclamações entre membros da Associação de Moradores de Vilas do Atlântico (Amova). No momento, estão sendo realizadas obras de aprofundamento do rio para, posteriormente, ser feito um projeto de canalização. A Amova acusa a prefeitura de Lauro de Freitas e a Conder de fazer uma obra que será prejudicial para o município, e alega que o Rio Sapato não tem capacidade para aumentar sua vazão, já que, atualmente, transborda nas épocas de chuva. O rio já recebe toda a água fluvial e até esgoto de Vilas do Atlântico e Ipitanga e, a canalização das águas da Lagoa da Base deixará o rio mais poluído do que já está.
Outra proposta polêmica apresentada pela classe empresária é a liberação da orla de Vilas do Atlântico para fins comerciais.
Por Ricardo Vieira