Quando falamos do amor somos
levados aos primórdios da existência humana, a razão do existir, viver plenamente
e o gosto pela vida, sem amor não há salvação. Falando de amor nos leva a
observar as relações de intimidade filial entre a mãe e filhos pela via da
convivência santa e fraterna, a um amor incondicional e vice-versa. A Mulher gera
no seu ventre um Ser que o alimenta, acaricia afagada, amamenta acalenta, se dar
ao sofrimento para vê-lo nascer, é capaz de experimentar a até dor do calvário pela
sua salvação. Este é o modelo de amor que transcende a qualquer afirmação
teórica sobre a questão. E, quem buscar analisá-lo esgota todo conhecimento sem
definir sua dimensão, ele vai muito além da razão. A mulher deve permanecer como
esta fonte de amor eterno, ágape e filial, fortalecida, protegida e orientada.
Os questionamentos dos pais sobre
a diferença do amor dos filhos porá com eles em relação à mãe, não coloca em
duvida este amor filial que se estende a todos da relação humana, o que não credencia
ao pai merecer no mesmo grau de sentimento em relação à mulher mãe.
O Pai não é reconhecido nem na
fase da geração, nem nos primeiros anos de vida da criança, é a mãe quem o
credencia junto ao filho (a) como participante do processo, é ela quem facilita
o reconhecimento de pai. O amor do filho e filha para com o pai é condicional,
depende de sua participação no momento da concepção até os primeiro anos de
nascidos. A participação é pequena, apenas no momento de uma relação de amor
Eros, fornece o sêmen em período fértil da mulher que gera um Ser e lhe estabelece uma relação efetiva e afetiva entre
ambos, e uma comunicação que só ela tem o entendimento.
O homem neste processo fica como
expectador, e mesmo com presença constante não lhe faz herdeiro de nenhum privilégio
na relação de amor, mas com a mãe isto é visível. Com passar do tempo o homem é
inserido no processo de convivência, proximidade e parceria com a mãe, a fim de
ser identificado pela criança e adquirir a condição de herói, protetor, amigo e
provedor.
Embora o amor filial transite
entre todos na relação familiar, não há porque negar a intensidade do amor dos
filhos pela mãe e a mesma intensidade da mãe para com os filhos, verdadeira cumplicidade.
Se numa tomada de decisão dos filhos com relação dos pais, onde os dois estiverem
certos, ou os dois estiverem errados, eles dirão: Papai, nos desculpe ficamos com mamãe.
Portanto, o Amor é filial,
mas o sentimento foge a razão.
AlonarFilgueiras@bol.com.br
