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Moradores fazem novo protesto contra mudança em praça de pedágio na Estrada do Coco

Vários carros já circulam com os adesivos contra mais um pedágio na Estrada do Coco


Moradores de Vila de Abrantes iniciaram uma manifestação na manhã deste sábado (28) contra a mudança da praça de pedágio na BA-099, a Estrada do Coco, prevista nas obras de construção da 'Via Metropolitana', do governo do Estado.

Ocupando uma faixa da rodovia no sentido Litoral Norte, os manifestantes reclamam que a alteração do local de pedágio vai aumentar o número de moradores que terão de pagar a tarifa para trafegar nos dois sentidos, segundo informou a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). 


O protesto teve início às 9h e, até as 11h30, os moradores realizavam uma caminhada de cerca de 2 quilômetros no sentido Praia do Forte. Viaturas da PRE, da Concessionária Litoral Norte (CLN) e da Polícia Militar acompanham os manifestantes. Não há informações da ocorrência confronto. O trânsito segue lento na região.

A mudança da praça de pedágio da BA-099 para a região de Abrantes, que passaria das mãos da atual CLN para a concessionária Bahia Norte, faz parte do projeto do governo de construção de uma nova ligação entre a rodovia CIA-Aeroporto (BA-526) e a Estrada do Coco (BA-099).

Segundo projeto do governo anunciado em fevereiro deste ano, a Via Metropolitana construirá uma alternativa de acesso ao Litoral Norte da Bahia através da Linha Verde, reduzindo o tráfego de veículos na região central de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A duração da obra está estimada em 18 meses e será executada pela Bahia Norte, com investimento de R$ 220 milhões.

A partir da CIA-Aeroporto, a via de contorno terá acesso com trevo e viaduto na altura do km 18, seguindo até a interligação com a BA-099 através de dois viadutos. A mudança na praça de pedágio é alvo de críticas dos moradores que precisam se deslocar pela rodovia para trabalhar ou estudar. 

Ao Correio24horas, a assessoria da CLN informou que não foi notificada oficialmente da transferência pelo governo. O Correio24horas não conseguiu entrar em contato com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Transportes, Energia e Comunicação (Agerba).