POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL

A PÁGINA


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FOI RETIRADA DO AR!

Olha a estudante do IFBA jogando duro. Parabéns, CAROL:“A Bahia reimaginada: como transformar um velho entreposto comercial em um novíssimo produtor de tradições”de Roque Pinto, levanta um tema que com certeza é menos discutido do que deveria: a representação do Estado da Bahia



A construção de uma “ Noção de Baianidade” baseada no mítico, foi capaz de se afirmar e vem se reafirmando o tempo todo através da criação e popularização do “Baiano Ideal”. 
A venda de um face “genuína” e excêntrica do indivíduo considerado como o possuidor de “características peculiares”, como disse Roberto Mendes em uma de suas canções aquele que “Só se vê na Bahia” e que é promovido todo tempo pela industria do entretenimento, as custas das pessoas “acaloradas e felizes” que vivem neste Estado. 
É inegável a menção a um passado Africano, uma cultura que se instalou e não pode ser perdida, pois ela é a identidade dessa nação, algo largamente demonstrado nas músicas, as letras associam Salvador a África na maior parte do tempo, enfatizando o que ela nos trouxe: a dança, o canto, a comida. Deixando implícito que a Bahia é uma parte deste lugar “teletransportada”, uma recriação quase perfeita de um pedaço da África no Brasil. “Raíz de todo bem”, de Saulo é perfeita para elucidar este fato “Salvador, Bahia, território africano...África, iôiô”. Contudo todos esses holofotes escondem o que pode ser um pequeno problema sociológico considerado pelo autor, o “ Complexo sistema socioeconômico amplificador do discurso da baianidade, responsável por transforma-la em produto”.
O carnaval Baiano, 7 dias de festa que resumem tudo já dito até agora, movimentando cerca de 300 milhões de reais. 1% do PIB de um estado com 15,13 milhões de habitantes e com 567.295 km².

Autora : Ana Carolina, 2º Automação Industrial / IFBA/Barbalho.