
Nilo está confiante na reeleição, mas pleito pode ter reviravoltas e acabar em segundo lugar
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Marcelo Nilo, do PDT, partido de oposição ao governo do Estado, poderá quebrar mais paradigmas na política baiana.
Como já considera sua reeleição fato consumado no próximo dia 2 de fevereiro, sob as bênçãos de Iemanjá, Nilo se tornará o político que mais tempo passou sentado na cadeira de chefe do Legislativo baiano.
O pedetista agora corre contra o tempo para quebrar mais um paradigma: o de ser o de presidente da Assembleia Legislativa integrante de um partido oposicionista ao governo. Desde a redemocratização, conforme pesquisas, todos os presidentes eram correligionários ou de partidos aliados do governador. Durante a era carlista, por exemplo, comandaram a Alba personalidades políticas ligadas ao ex-senador Antônio Carlos Magalhães como o deputado federal Antônio Imbassahy, hoje no PSDB; Otto Alencar, hoje no PSD; e Carlos Gaban (DEM), fiel escudeiro do líder carlista.
Além de um membro de um partido oposicionista jamais presidir a Alba, os anais da história mostram que todos sentaram na cadeira de presidente apenas pela vontade do chefe do Poder Executivo. O problema é que mesmo que o governador Rui Costa tenha ascendido uma suposta "luz amarela", Marcelo Nilo deverá mesmo registrar mais um feito das suas peripécias na política, desdeque deixou a chefia de Gabinete da prefeitura de Antas, há 30 anos.
O PT até tem uma carta na manga para manter o curso da história, o que garantirá noites de sono do chefe do Executivo. Basta apenas Rui Costa dizer o que quer. Se confia em Nilo, como Wagner confiou, ou banca a candidatura, na surdina, de um dos seus fies escudeiros para presidir a Casa. Agora, só quando a urna for aberta no plenário para sabermos o placar do jogo.