POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL

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FOI RETIRADA DO AR!

Greve da TAP dará prejuízo de centenas de milhões de euros e deixará milhares de brasileiros sem o Réveillon em Portugal


A paralisação dos serviços da companhia aérea portuguesa entre os dias 27 e 30 de dezembro provocará um prejuízo incalculável não só à economia de Portugal, mas também derrubará o sonho de milhares de passageiros que adquiriram passagens e já pagaram pela hospedagem em Lisboa para passar as festas de fim de ano.
Nos cálculos apresentados pela Associação da Hotelaria de Portugal, o impacto da greve representará uma perda de 144 milhões de euros para a economia de turismo do país, significando não só  os reflexos na TAP como também nas mais de 384 mil dormidas e 168 mil hóspedes, lamenta o presidente da AHP, Luís Veiga.
Para este ano Portugal, que luta para sobreviver à crise nos países europeus,  estimava fechar sua conta turística com uma receita em torno de 10 bilhões de euros e uma hotelaria marcado um bom número de dormidas – 45 milhões – resultado da visita de 15 milhões de hóspedes.
No entanto os 12 sindicatos que controlam os trabalhadores da TAP se mantém irredutíveis em levar adiante a greve, o que prejudicará mais de 130 mil passageiros, alegando para isto os problemas com a privatização da empresa aérea, que, com mais esta paralisação, contabilizará um prejuízo calculado em 36 milhões de euros.
Diversas reuniões acontecerão durante toda esta semana no Ministério da Economia com o Sindicato do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) e o Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), dois dos principais representantes dos empregados da TAP, que exigem a suspensão imediata de qualquer tratativa com prováveis compradores da companhia.
O problema é que os sindicatos refutam o atual modelo de privatização adotado pelo Governo português, por, segundo eles, em suas cláusulas excluem os trabalhadores do processo, colocando em perigo os empregos, alteração nos cargos, redução de salários e não transparência por parte dos interessados na compra.
A diretoria da TAP, presidida pelo brasileiro Fernando Pinto, ex-Varig, aguarda o desenrolar dos fatos, agora colocados em um patamar maior com decisão unicamente dependente do diálogo e acertos entre o Governo e os sindicatos dos trabalhadores.
Por consequência, ainda não foi revelado um possível Plano B para reverter ou mesmo amenizar a situação dos milhares de turistas que já adquiriram pacotes de viagens para Lisboa ou até mesmo em direção a outros países da Europa, voando TAP.
E os hoteleiros portugueses não cogitam em devolver os milhões de euros já recebidos em pagamentos das dormidas, o que, caso aconteça, criará mais um sério problema judicial, provocando outra débacle nas combalidas Operadoras e Agências de Viagens do Brasil e de Portugal.