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FOI RETIRADA DO AR!

Confira listas com melhores e piores filmes de 2014

Garota Exemplar e Ela apareceram entre os melhores. Já O Candidato Honeste, entre os piores

Fim de ano chegando e é hora de fazermos nossas listas de melhores e piores no cinema em 2014. Além da minha lista, contei com as ajudas de Adalberto Meireles, que também escreve no A TARDE/ Cineinsite, Amanda Aouad (CinePipocaCult), Silvano Vianna (Cinema Detalhado) e Lucas Ravazzano (Rapsódia Boemia). Fiquem à vontade para discordar, concordar e comentar seus próprios melhores e piores de 2014 na área de comentários. Confira abaixo:
Bruno Porciuncula (A TARDE/ Cineinsite)
Melhor Nacional: Tim Maia

Infelizmente não assisti à bons filmes que planejei, como O Lobo Atrás da Porta. Então, ficou com essa cinebiografia honesta do famoso cantor brasileiro. Apesar de ter focado praticamente no Tim Maia desbocado e transloucado, o longa cumpriu bem o seu papel e apresentou o cantor para um novo público.
Melhor Internacional: Garota Exemplar

A partir de um excelente livro, escrito por Gillian Flynn, o sempre eficiente David Fincher conseguiu criar uma atmosfera dramática no longa. Some-se a isso as atuações de Ben Affleck (nunca imaginei dizer isso) e a de Rosamund Pike e temos um grande filme, daqueles que a gente sai do cinema ainda confuso (algo cada vez mais raro)
Menção honrosa: Relatos Selvagens - a Argentina mostra que continua a fazer um excelente cinema. Mal posso esperar para ver o próximo do diretor e roteiros Damián Szifron.
Pior Nacional: Todos de Leandro Hassum

O ator está se especializando em se repetir e repetir e repetir. Neste ano, lançou Vestido para Casar e O Candidato Honesto. Os dois filmes, apesar da ótima bilheteria, são bem ruins. No primeiro, imita Jerry Lewis – o ídolo dele e de quem gosta de comédia. No segundo, tenta ser um Jim Carrey. E é ruim em ambos.


Menção Honrosa: A Noite da Virada - o filme mais constrangedor do ano. Comédia totalmente sem graça.
Pior Internacional: Interestelar

Ok, tiveram filmes bem piores. Mas nenhum deles era cercado de expectativas quanto este Interstellar, de Cristopher Nolan. Por isso, o coloquei aqui. Levei em consideração a expectativa x a realidade. Afinal, ninguém espera nada de bom vindo de um novo Transformers ou de um filme de Seth MacFarlane (Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola). Interstellar tem seus bons momentos, mas o que salta aos olhos são os pontos fracos. História mal contada, é longo e perde o fôlego  rapidamente – lembrando muito AI Inteligência Artificial. Também já deu a mania de Cristopher Nolan querer trazer todas suas histórias para uma “pseudo” realidade – vide os filmes de Batman. Viajar no tempo? Ok, isso é teoricamente possível. Entrar em um buraco negro? Não, isso é impossível. Também não ajuda a insossa  Anne Hathaway e um roteiro com diálogos com questões óbvias – e respostas com filosofia de botequim – sobre usar a razão ou a emoção para tomar decisões.
Adalberto Meireles (A TARDE/ Cineinsite)
Melhor Internacional: Ninfomaníaca

Um filme sobre o medo, e o receio de não poder vencê-lo, assim como são os outros dois, Anticristo e Melancolia, que completam a trilogia da depressão do diretor dinamarquês Lars von Trier. Todos eles orbitam em torno da culpa, da dor e da cura. O filme se organiza em meio a esses três elementos fundamentais para investigar o prazer como componente fundamental da relação amorosa. O primeiro volume fecha-se com uma admirável sequência em que Joe se espanta com a impossibilidade do gozo na hora do amor. No segundo, em meio ao turbilhão em que se encontra diante da vida em sociedade, ela será sempre uma ninfomaníaca, como prefere, e não viciada em sexo. Definitivamente rebelada, como sugere a introdução, nesse contexto, da música do Talking Heads: Burn Down The House, ela vence o homem assexuado, que trai a consciência, e fecha um ciclo. Filme definitivo do diretor dinamarquês.
Melhor Nacional: Olho Nu

Ney Matogrosso tem a vida e obra retratadas pelo olho mágico de Joel Pizzini. Diretor de Enigma de Um Dia (1996), Glauces (2001) e Anabazys (2009), ele é curador e cineasta superpremiado de filmensaios,  sempre pronto a surpreender  o espectador. Olho Nu é mais que um filme sobre o artista e vai além do simples documento. Com produção de Paloma Rocha, conta com participação direta do cantor que se desnudou -  e fez na tela o que faz de fato no palco. Pizzini lançou, em 2011, Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz, realizado para a série Iconoclássicos, revelando-se, ao mesmo tempo que reverente, um cultor pronto a destrinchar, de forma irreverente, o cineasta Rogério Sganzerla, diretor de O Bandido da Luz Vermelha (1968). Com Olho Nu ele faz o mesmo com Ney Matogrosso e mostra que está na vida para inquietar.
 
O pior nacional/internacional: Trash – A Esperança Vem do Lixo


Coprodução entre o Brasil e a Inglaterra, o filme dirigido por Stanley Daldry resume o que de pior se faz no cinema. Os personagens não têm vida própria. São marionetes.  Os meninos de um lixão carioca correm de lado a outro da cidade vivendo situações implausíveis, depois de encontrar uma carteira no local onde vivem e trabalham.  Com uma dramaturgia sofrível, em alguns momentos, parece que eles estão na Índia e a qualquer instante podem sair cantando a música de Quem Quer Ser Um Milionário, de Danny Boyle. Uma série de desencontros cinematográficos reflete de forma equivocada como somos vistos. Será que as semelhanças entre o Brasil e aquele país são mesmo assim tão estreitas e gritantes?
Amanda Auoad (CinePipocaCult)
Melhor Nacional: O Lobo Atrás da Porta
O filme consegue criar tensão, utilizando bem os recursos de direção e nos envolvendo nessa tragédia baseada em uma história real. Além de sair do lugar comum do cinema nacional comercial atual.
Melhor Internacional: Ela
Uma metáfora da verdadeira relação humana e no que ela tem se tornado hoje em dia, com uma narrativa extremamente sensível e envolvente.
Pior Nacional: Vestido para casar
A imagem de Leandro Hassum já está desgastada e esse filme esquece o roteiro para apostar apenas no talento do humorista em um filme cansativo e bobo.
Pior Internacional: Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal
Um filme desnecessário, que não acrescenta nem ao gênero, nem a franquia do qual se desdobra. E ainda falha enquanto tentativa de criar tensão e medo.
Silvano Vianna (Cinema Detalhado)
Melhor Nacional: Entre Nós
Fui conferir esse filme sem muitas expectativas e sai gratificado pela qualidade da obra. Um roteiro simples de produzir “grupo de amigos que se reúne em uma fazenda isolada”, mas repleto de diálogos interessantes, conduzido muito bem pelos diretores Paulo Morelli e Pedro Morelli. Além de um cenário paradisíaco e uma trila sonora muito bonita o filme é alicerçado em atuações muito boas de todo o elenco. Uma obra simples, intimista, bela, delicada e ao mesmo tempo profunda. Vale ser visto e revisto algumas vezes.
Melhor Internacional: Ela

Her é um daqueles filmes que depois de assistir o espectador dificilmente vai esquecer. Trata-se de uma experiência visual, auditiva (com uma trilha sonora lindíssima), mas principalmente uma experiência para tocar a sua alma. A história gira em torno de Theodore um homem que se apaixona por um sistema de computador, que tem nome, voz e personalidade. E a partir disso Spike Jonze traz para a nossa reflexão como é possível definir o amor, a amizade, o humano e a máquina quando tudo começa a se misturar? Desde a primeira vez que vi este filme já figura entre os meus prediletos de todos os tempos e isso já diz muita coisa.
Pior Nacional: Getúlio
Getúlio foi mais um filme nacional que tinha um bom potencial, mas que foi desperdiçado em um péssimo roteiro repleto de diálogos vazios e poucos representativos para a trama. As atuações sem brilho fazem com que espectador não se conecte em momento nenhum com os personagens e o resultado só piora quando a trilha sonora (que é péssima) impõe um clima de suspense exagerado (e extremamente desnecessário) em uma película que tem um ritmo muito sonolento. O resultado desta salada de horrores é um péssimo filme sobre um personagem tão importante para a história política do Brasil.
Pior Internacional: Transformers : A Era da Extinção
Mesmo conseguindo uma bilheteria monstruosa o novo Trasnformes continua com os mesmo erros que marcam a franquia. O roteiro é péssimo e repleto de diálogos sem sentido, personagens sem carisma, uma grande confusão com cenas de ação anestesiantes e péssimas atuações. Fora isso o product placement no filme é tão forte que os personagens saem de Chicago para Hong Kong sem a menor explicação a não ser abocanhar o mercado cinematográfico da China e fazer propaganda de alguns produtos de lá em algumas cenas. Ah e o pior de tudo esse terror mental dura 165 minutos!!!
Lucas Ravazzano (Rapsódia Boemia)
Melhor Nacional: O Menino e o Mundo
Esta bela e criativa animação é um testamento do poder e da universalidade das imagens. Sem diálogos falados e com traços que encantam pela beleza e simplicidade, acompanhamos uma agridoce e onírica história sobre infância, perda e amadurecimento, permeada por contundentes observações sobre o funcionamento da nossa sociedade.
Melhor Internacional: Garota Exemplar
O diretor David Fincher constrói uma tensa e instigante trama cheia de personagens pouco confiáveis na qual nada é o parece e nenhuma verdade é absoluta ou inquestionável. Com um trabalho impecável de Rosamund Pike, o filme constantemente nos convoca a revisar nossas percepções e expectativas através desta jornada cínica na qual tudo pode ser forjado
Pior Nacional: A Grande Vitória
O problema nem é tanto a trama clichê e previsível de superação, mas o modo manipulativo como tudo é conduzido. Cheio de diálogos expositivos, o 
filme parece mais preocupado em criar situações para nos forçar a chorar do que efetivamente desenvolver dos seus personagens e fazer que nos importemos com eles e 
seus dilemas.
Pior Internacional: Sex Tape: Perdido na Nuvem
Poderia ser uma boa sátira de nosso fascínio pela auto-representação e das consequências do vazamento de conteúdo íntimo. O resultado, no entanto, é uma comédia rasteira e preguiçosa que evita seus temas centrais para se entregar a um pastelão genérico e pouco inspirado que falha em produzir qualquer tipo de riso ou crítica social.

Fonte: Cineblog