
A unidade de insumos básicos da Braskem ficou parada das 6h às 12h, nesta última quinta-feira, 13. A medida foi tomada pelo Sindicato dos Químicos da Bahia (Sindiquímica) para reivindicar a retomada das negociações com o Sindicato das Indústrias (Sinpeq) da campanha salarial 2014.
Há duas semanas o sindicato vem paralisando diferentes fábricas do Polo Petroquímico de Camaçari, devido ao abandono da mesa de negociações por parte do patronato. "Apresentamos nossas reivindicações e na primeira reunião eles afirmaram que apenas dariam o reajuste de 7,52% e não aceitariam discutir outros pontos", disse Iglesias Caballero, diretor de imprensa do Sindiquímica.
De acordo com o diretor, a categoria pede um reajuste de 10%, troca do plano de saúde, já que o atual está com problemas de atendimento devido a divergências entre médicos e operadora, além de esclarecimentos de como funciona o seguro de vida, auxílio de educação no valor de R$ 4 mil por ano e implantação do vale cultura.
Já o Secretário Geral do sindicato patronal, Mauro Pereira, nega que as empresas tenham abandonado a negociação. "Apresentamos o máximo que podemos oferecer e infelizmente qualquer outro ponto que represente aumento de custo, nós não podemos discutir", disse.
Pereira falou ainda que a situação das indústrias não é boa. "Estamos com déficit na balança comercial e perdendo competitividade devido ao nosso alto custo".
Caballero explicou que se o impasse continuar, novas paralisações vão acontecer. "Estamos parando entre 2h e 4h, se não negociarem vamos começar a parar por um dia. Não havendo avanço a greve é uma possibilidade".

