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Morte de mulher arrastada por viatura da PM será julgada por Auditoria de Justiça Militar


Preso ao carro da PM, o corpo de Claudia foi arrastado por 20 metros pela Estrada Intendente Magalhães
Preso ao carro da PM, o corpo de Claudia foi arrastado por 20 metros pela Estrada Intendente Magalhães Foto: Freelancer / Reprodução vídeo

O processo que apura a morte da auxiliar Claudia da Silva Ferreira - durante uma operação no Morro da Congonha, em Madureira - será julgado pela Auditoria de Justiça Militar. A decisão, aliada a manifestação da Procuradoria Geral de Justiça, foi assinada pela juíza Aline Gomes dos Santos, em exercício do III Tribunal do Júri, onde a ação estava até então. De acordo com o despacho, o crime de homicídio culposo atribuído ao tenente Rodrigo Medeiros Boaventura e ao sargento Zaqueu de Jesus Pereira Bueno são de competência militar. Depois de baleada, Claudia foi arrastada por uma viatura por 300 metros na Estrada Intendente Magalhães ao ser socorrida.
Claudia tinha quatro filhos e ainda cuidava de outros quatro
Claudia tinha quatro filhos e ainda cuidava de outros quatro Foto: Luiz Ackermann / Extra
Os dois PMs respondem ainda por fraude processual, por terem tirado o corpo de Claudia — já morta, segundo a perícia — do local do crime. Eles ficaram presos até o fim de abril, quando o prazo da prisão temporária expirou. Desde então, dão expediente, respectivamente, dentro do 3º (Méier) e do 41º BPMs (Irajá). Já Adir Serrano Machado, Alex Sandro da Silva Alves, Rodney Miguel Archanjo e Gustavo Ribeiro Meirelles, responsáveis por colocarem o corpo de Claudia na mala da viatura e transportarem-no até o Hospital estadual Carlos Chagas, foram indiciados pelo crime de fraude processual. Eles seguem trabalhando internamente no 9º BPM (Rocha Miranda).
Ainda segundo a magistrada, Ronald Felipe dos Santos, que foi preso durante a operação no Morro da Congonha deverá ser julgado pelo crime de tráfico de drogas por uma vara criminal da capital.


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