
Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, o diretor do Grupo A Tarde, André Blumerg, conversou com o apresentador Mário Kestész na manhã desta sexta-feira (7). Ele comentou sobre o processo de requalificação do veículo de comunicação e contou sobre sua chegada, em 2012. "Eu vim pra cá em agosto de 2012, no meio de uma crise e a tarefa era grande, o jornal estava numa situação meio complicada. Assumi um desafio e num primeiro momento, quis transformar a equipe numa só, já que estava meio dividida", declarou ele . André comentou sobre o corte de gastos e salientou que esse é um processo interminável. "Entramos numa fase de redução de custos, buscando cortar o supérfluo. Ao mesmo tempo, tínhamos que mostrar ao mercado qual era o posicionamento do jornal e qual a nossa filosofia", disse ele.
Ele destacou o posicionamento do jornal e valorizou a busca por um papel de formador de opinião. "O jornal é apartidário. Vamos divulgar o que for o mais certo. O fundamental é a equipe. Nós temos uma equipe fantástica, sem eles não daria para fazer. Eles incorporaram essa questão de fazer o jornal A Tarde crescer e assumir a posição de formador de opinião", afirmou o diretor.
André ainda afirmou não acreditar no fim do jornal impresso. Ele acredita que a internet será uma ferramenta auxiliar ao jornalismo. "A mídia impressa não vai acabar. Ao longo dos tempos isso pode acontecer, mas não imediatamente. Os jornais precisam se reinventar. Precisa-se ir cada vez mais para as outras plataformas. A vela, quando veio a luz, todos acharam que ia acabar. Hoje em dia, é um charme. Quando jantamos à luz de velas, todo mundo acha romântico", ponderou ele, citando que ainda se compram CD's e vinis.
Durante a entrevista, ele revelou que o jornal A Tarde assumiu a liderança dentre os jornais mais lidos da capital. "O A Tarde ele assume a primeira colocação novamente, com 338 mil leitores, na grande Salvador", disse André.
