
Programa da prefeitura de Salvador ajuda empreendedor a abrir seu negócio
Joilson dos Reis tem 36 anos e seu currículo mostra que trabalhou como ambulante e atendente de telemarketing. Hoje, é empresário. Entre o ponto de partida e o de chegada foi atendido pelo Centro do Empreendedor Municipal
O administrador de empresas Joilson Cerqueira dos Reis, 36 anos, vende sequilhos desde os 21 anos para complementar sua renda. Trabalhava sozinho: comprava os quitutes em uma empresa de Vitória da Conquista e revendia de porta em porta. Em uma dessas vendas, foi aconselhado pelo cliente, o diretor-geral de Empreendedorismo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Turismo e Cultura, Alan Rocha, a formalizar seu negócio através do Centro do Empreendedor Municipal (CEM).
Joilson seguiu o conselho e, com os novos benefícios, conseguiu uma linha de crédito no valor de R$ 2.600. O montante foi suficiente para a compra de um forno industrial. E a vida de Joilson mudou: o empreendedor passou de revendedor para produtor de sequilhos. “Comprava o quilo por R$ 16. Hoje, com a minha produção, o quilo sai a R$ 12 e ainda não gasto o deslocamento”, revelou.
Com isso, o número de clientes dobrou, seu rendimento cresceu cerca de 50% e ele ainda precisou contratar duas funcionárias, suas irmãs Nancy Reis, 52, e Marli Reis, 50. “Transformar o que eu já fazia em uma empresa, com tudo certinho, mudou a minha vida. Mudou o meu negócio para melhor”, disse o microempreendedor.
Assim como Joilson, mais de 2,7 milhões de microempreendedores individuais foram formalizados no país, até fevereiro de 2013, de acordo com o Boletim Radar nº 25, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Desse total, 41% encontram-se na região Nordeste. Só em Salvador são 98 mil registrados.
Apesar disso, o número de pessoas que trabalham na informalidade ainda é muito grande. Mas, desde março do ano passado, os soteropolitanos podem contar com o apoio do Centro do Empreendedor Municipal (CEM), um programa da prefeitura coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura (Sedes) que busca fomentar ambiente favorável ao empreendedorismo na capital baiana.
“O eixo desse programa é a formalização com um foco maior no microempreendedor individual, aquele que fatura até R$ 60 mil por ano”, explicou Alan Rocha, diretor-geral de Empreendedorismo da Sedes. Além desse perfil, o programa também atende a ações mais amplas.
Primeiro foi feita a aproximação com associações de categorias que se encaixam no perfil do microempreendedor individual para buscar parcerias, como as de taxistas, baianas de acarajé e ambulantes. Depois, um mapeamento das áreas e espaços na cidade que são ocupados por microempreendedores.
A Sedes realizou cadastros e uma pesquisa em alvarás de funcionamento dos estabelecimentos. “Verificamos também a demanda de cursos de qualificação que eles queriam e, a partir daí, fomos levando essas pessoas para os serviços oferecidos pelo CEM”, explicou.
Com a agência funcionando, o CEM pode reunir em um só lugar diversos serviços ligados a essa área. Além de um posto do Sebrae, o primeiro parceiro do projeto, o centro conta com postos da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).
“Estamos com negociações com outros órgãos como a Vigilância Sanitária, a Secretaria Municipal de Ordem Pública, o Código de Defesa do Consumidor e o Procon”, garantiu o gestor.
Além da formalização, há também cursos e palestras. “A qualificação é um elo muito importante, porque é através dela que vamos fomentar o empreendedorismo”, afirmou.
Empreendedores
Depois de trabalhar 20 anos em uma empresa de segurança eletrônica, Jorge Santos Matos, 48 anos, resolveu criar o seu próprio negócio. Jorge, que atua na área de instalação e manutenção de sistemas de segurança, espera aumentar o seu rendimento já que terá acesso a benefícios como cobertura previdenciária, isenção de taxas para o registro da empresa e acesso a linhas de crédito. “O próximo passo é fazer um investimento, crescer e melhorar a minha renda”, disparou.
Adriana Matias Borges, 33 anos, foi em busca do mesmo objetivo. Decidida a começar uma empresa, encontrou um ponto comercial na Via Regional que é ideal para seu futuro negócio: um depósito de bebidas. No CEM, Adriana, inexperiente no ramo, recebeu orientação e pôde concluir a formalização da sua empresa. “O Sebrae indicou que eu viesse aqui. Como nunca tinha aberto nenhum negócio, me senti mais segura fazendo todo esse processo”, falou.
Alan Rocha revelou que, desde a abertura da agência, este ano, o CEM atingiu diretamente 7.255 pessoas, prestando 2.093 serviços para 1.549 clientes. O centro também qualificou 5.074 pessoas. A coordenadora do Centro do Empreendedor Municipal, Elizabeth Andrade Coelho, explicou que os serviços mais requisitados na agência são: a emissão da guia de recolhimento mensal (DAS), a orientação para a declaração anual do Simples Nacional e a formalização dos microempreendedores.
Mesmo tendo sido lançado em 2013, somente em março foi inaugurada a primeira agência do projeto, situada no Shopping JJ Center, na Baixa dos Sapateiros. Antes disso, os serviços eram prestados através do Portal do Empreendedor, acessado pelo endereçowww.portaldoempreendedor.gov.br.
Formalização faz negócio crescer e aumenta renda de ex-ambulante
A história de Joilson Cerqueira dos Reis é um exemplo de como a formalização de uma atividade pode torná-la um negócio lucrativo. Há 15 anos, ele buscou uma forma de aumentar sua renda fixa como atendente de telemarketing e, depois, como funcionário do setor financeiro de uma escola. Um amigo percebeu seu interesse em empreender e sugeriu a venda de sequilhos. “Ele viu que eu queria vender algo e me falou para tentar os sequilhos que tinha muito mercado”, contou. A demanda foi o que atraiu o vendedor.
“Eu vi ali uma oportunidade. Vi que tinha muita gente para vender, que tinha como crescer”, falou. Começou comprando os produtos em uma empresa em Vitória da Conquista, a 517 km de Salvador. “No início, eu comprava 30 kg de sequilhos por mês e até o dia em que me profissionalizei já estava comprando 100kg”, lembra. Joilson colocava tudo em seu carro e seguia pelas ruas da cidade. Além das vendas avulsas, visitava algumas repartições públicas.
Em uma delas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Turismo e Cultura, no bairro da Graça, Joilson tinha entre os clientes o diretor-geral de Empreendedorismo do órgão, Alan Rocha. “Ele sempre vendia os sequilhos por aqui. Mas um dia, eu não estava com dinheiro para comprar e ele imediatamente sacou uma maquineta de cartão”, lembrou Alan.
A atitude chamou a atenção do gestor pela visão empreendedora do ambulante. “Ele é uma daquelas pessoas criativas e com tino empreendedor”, disse Alan. Vendo o potencial do ambulante, Alan sugeriu que ele procurasse o Centro do Empreendedor Municipal para, além de formalizar a empresa, se capacitar para gerir melhor o seu negócio. Joilson criou a sua empresa e participou de cursos e palestras de qualificação ofertados pelo órgão.
“O CEM foi fundamental para mim. Porque antes eu era um ambulante, que é como um desempregado, e agora eu sou um empresário”, afirmou. Com a empresa regularizada, Joilson teve acesso a uma linha de microcrédito do governo federal no valor de R$ 2.600.
O dinheiro foi usado para a compra de um forno industrial e um armário de gavetas resfriadoras, além de utensílios como assadeiras. Com o investimento, o microempreendedor passou a produzir 300 kg de sequilhos por mês, diminuindo os custos, de R$ 16 por quilo, para R$ 12 com a sua produção, e aumentando o rendimento em cerca de 50%. Empolgado, ele já planeja novos voos. “Eu acreditei no meu negócio, quero crescer cada vez mais. Meu objetivo é em um ano produzir mil quilos”, prometeu.
Joilson seguiu o conselho e, com os novos benefícios, conseguiu uma linha de crédito no valor de R$ 2.600. O montante foi suficiente para a compra de um forno industrial. E a vida de Joilson mudou: o empreendedor passou de revendedor para produtor de sequilhos. “Comprava o quilo por R$ 16. Hoje, com a minha produção, o quilo sai a R$ 12 e ainda não gasto o deslocamento”, revelou.
Com isso, o número de clientes dobrou, seu rendimento cresceu cerca de 50% e ele ainda precisou contratar duas funcionárias, suas irmãs Nancy Reis, 52, e Marli Reis, 50. “Transformar o que eu já fazia em uma empresa, com tudo certinho, mudou a minha vida. Mudou o meu negócio para melhor”, disse o microempreendedor.
Assim como Joilson, mais de 2,7 milhões de microempreendedores individuais foram formalizados no país, até fevereiro de 2013, de acordo com o Boletim Radar nº 25, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Desse total, 41% encontram-se na região Nordeste. Só em Salvador são 98 mil registrados.
Apesar disso, o número de pessoas que trabalham na informalidade ainda é muito grande. Mas, desde março do ano passado, os soteropolitanos podem contar com o apoio do Centro do Empreendedor Municipal (CEM), um programa da prefeitura coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura (Sedes) que busca fomentar ambiente favorável ao empreendedorismo na capital baiana.
“O eixo desse programa é a formalização com um foco maior no microempreendedor individual, aquele que fatura até R$ 60 mil por ano”, explicou Alan Rocha, diretor-geral de Empreendedorismo da Sedes. Além desse perfil, o programa também atende a ações mais amplas.
Primeiro foi feita a aproximação com associações de categorias que se encaixam no perfil do microempreendedor individual para buscar parcerias, como as de taxistas, baianas de acarajé e ambulantes. Depois, um mapeamento das áreas e espaços na cidade que são ocupados por microempreendedores.
A Sedes realizou cadastros e uma pesquisa em alvarás de funcionamento dos estabelecimentos. “Verificamos também a demanda de cursos de qualificação que eles queriam e, a partir daí, fomos levando essas pessoas para os serviços oferecidos pelo CEM”, explicou.
Com a agência funcionando, o CEM pode reunir em um só lugar diversos serviços ligados a essa área. Além de um posto do Sebrae, o primeiro parceiro do projeto, o centro conta com postos da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom).
“Estamos com negociações com outros órgãos como a Vigilância Sanitária, a Secretaria Municipal de Ordem Pública, o Código de Defesa do Consumidor e o Procon”, garantiu o gestor.
Além da formalização, há também cursos e palestras. “A qualificação é um elo muito importante, porque é através dela que vamos fomentar o empreendedorismo”, afirmou.
Empreendedores
Depois de trabalhar 20 anos em uma empresa de segurança eletrônica, Jorge Santos Matos, 48 anos, resolveu criar o seu próprio negócio. Jorge, que atua na área de instalação e manutenção de sistemas de segurança, espera aumentar o seu rendimento já que terá acesso a benefícios como cobertura previdenciária, isenção de taxas para o registro da empresa e acesso a linhas de crédito. “O próximo passo é fazer um investimento, crescer e melhorar a minha renda”, disparou.
Adriana Matias Borges, 33 anos, foi em busca do mesmo objetivo. Decidida a começar uma empresa, encontrou um ponto comercial na Via Regional que é ideal para seu futuro negócio: um depósito de bebidas. No CEM, Adriana, inexperiente no ramo, recebeu orientação e pôde concluir a formalização da sua empresa. “O Sebrae indicou que eu viesse aqui. Como nunca tinha aberto nenhum negócio, me senti mais segura fazendo todo esse processo”, falou.
Alan Rocha revelou que, desde a abertura da agência, este ano, o CEM atingiu diretamente 7.255 pessoas, prestando 2.093 serviços para 1.549 clientes. O centro também qualificou 5.074 pessoas. A coordenadora do Centro do Empreendedor Municipal, Elizabeth Andrade Coelho, explicou que os serviços mais requisitados na agência são: a emissão da guia de recolhimento mensal (DAS), a orientação para a declaração anual do Simples Nacional e a formalização dos microempreendedores.
Mesmo tendo sido lançado em 2013, somente em março foi inaugurada a primeira agência do projeto, situada no Shopping JJ Center, na Baixa dos Sapateiros. Antes disso, os serviços eram prestados através do Portal do Empreendedor, acessado pelo endereçowww.portaldoempreendedor.gov.br.
Formalização faz negócio crescer e aumenta renda de ex-ambulante
A história de Joilson Cerqueira dos Reis é um exemplo de como a formalização de uma atividade pode torná-la um negócio lucrativo. Há 15 anos, ele buscou uma forma de aumentar sua renda fixa como atendente de telemarketing e, depois, como funcionário do setor financeiro de uma escola. Um amigo percebeu seu interesse em empreender e sugeriu a venda de sequilhos. “Ele viu que eu queria vender algo e me falou para tentar os sequilhos que tinha muito mercado”, contou. A demanda foi o que atraiu o vendedor.
“Eu vi ali uma oportunidade. Vi que tinha muita gente para vender, que tinha como crescer”, falou. Começou comprando os produtos em uma empresa em Vitória da Conquista, a 517 km de Salvador. “No início, eu comprava 30 kg de sequilhos por mês e até o dia em que me profissionalizei já estava comprando 100kg”, lembra. Joilson colocava tudo em seu carro e seguia pelas ruas da cidade. Além das vendas avulsas, visitava algumas repartições públicas.
Em uma delas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Turismo e Cultura, no bairro da Graça, Joilson tinha entre os clientes o diretor-geral de Empreendedorismo do órgão, Alan Rocha. “Ele sempre vendia os sequilhos por aqui. Mas um dia, eu não estava com dinheiro para comprar e ele imediatamente sacou uma maquineta de cartão”, lembrou Alan.
A atitude chamou a atenção do gestor pela visão empreendedora do ambulante. “Ele é uma daquelas pessoas criativas e com tino empreendedor”, disse Alan. Vendo o potencial do ambulante, Alan sugeriu que ele procurasse o Centro do Empreendedor Municipal para, além de formalizar a empresa, se capacitar para gerir melhor o seu negócio. Joilson criou a sua empresa e participou de cursos e palestras de qualificação ofertados pelo órgão.
“O CEM foi fundamental para mim. Porque antes eu era um ambulante, que é como um desempregado, e agora eu sou um empresário”, afirmou. Com a empresa regularizada, Joilson teve acesso a uma linha de microcrédito do governo federal no valor de R$ 2.600.
O dinheiro foi usado para a compra de um forno industrial e um armário de gavetas resfriadoras, além de utensílios como assadeiras. Com o investimento, o microempreendedor passou a produzir 300 kg de sequilhos por mês, diminuindo os custos, de R$ 16 por quilo, para R$ 12 com a sua produção, e aumentando o rendimento em cerca de 50%. Empolgado, ele já planeja novos voos. “Eu acreditei no meu negócio, quero crescer cada vez mais. Meu objetivo é em um ano produzir mil quilos”, prometeu.
Fonte: Correio