
Desde 2012, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território de Irecê firmaram acordo para a construção de 1,4 mil cisternas-enxurrada, 200 barreiros-trincheira e diversos quintais produtivos destinados a agricultores familiares dos municípios de Central, Gentio do Ouro, Ibititá, Irecê, Itaguaçu, Presidente Dutra e Uibaí. Moradores chegaram a receber o material de construção que se perdem pelo tempo.


Cancelamento do convênio
Sem a devida comprovação da utilização dos recursos, o MDS não prorrogou o convênio 016/2011 e deixou de repassar, em janeiro de 2012, mais de R$ 7 milhões, do valor global de R$ 15 milhões destinados a execução das atividades, deixando as famílias a ‘ver navios’. O MDS ainda encontrou problemas de execução física das atividades. O convênio foi cancelado no dia 27 de fevereiro deste ano.
Em contato com o Bocão News, Luizinho Sobral explicou que a falha na execução das obras é de responsabilidade da gestão anterior, que cumpriu apenas 6% do total previsto em convênio, com apenas 39 cisternas.

Relatório de execução de obras na gestão de Luizinho Sobral
“Quando assumi em 2013 já fui bastante prejudicado com uma complicada transição e a demora na prestação de contas, que teria que ser repassada em dezembro de 2012, mas só foi protocolada no Tribunal de Contas pela antiga gestão em 1° de agosto de 2013, quando já havia passado um ano e sete meses do prazo de dois anos estabelecido pelo MDS, o que travou todo andamento e execução das obras”, afirma. O Consórcio Público teria protocolado no dia 12 de março de 2013, um ofício no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, informando o não recebimento da prestação de contas por parte da antiga gestão do consórcio.
Sobral ainda defendeu que apesar de ser prejudicado, já que precisava executar quase 94% das obras em menos de um ano, conseguiu construir 298 cisternas. Contudo, mais de 1,2 mil famílias continuam prejudicadas com a falta de água no semiárido baiano.