POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL

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FOI RETIRADA DO AR!

O Caso - Tudo começou quando o aluno usou um xingamento dentro da sala de aula e a professora de matemática pediu que ele se retratasse, já que tal atitude é uma falta de respeito à docentes e aos colegas de classe.

ASPROLF participou de reunião na Escola Municipal Santa Júlia para debater a situação da violência na escola

ASPROLF, pais, alunos, professores, funcionários e Secretaria de Educação reuniram-se na Escola Municipal Santa Júlia




Aconteceu durante toda a manhã de hoje (25) na Escola Municipal Loteamento Santa Júlia uma Reunião do Colegiado que discutiu a violência nas escolas tendo como ponto específico o caso de agressão sofrido pela diretora, vice e demais professoras e funcionários da Escola esta semana por um pai de aluno.
No encontro, além do corpo docente da Escola, estiveram representantes a ASPROLF (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de Lauro de Freitas), a secretária municipal de educação, Adriana Paiva e representantes de pais de alunos. Durante a discussão foi relatada o conflito vivido no espaço escolar pela Diretora, Luzinete Lima e a vice Marilene Silvestre que foram, assim como todos os funcionários, que foram intimidados, agredidos e levianamente acusados de incompetência e ausência na sala de aula.
Na reunião de hoje, os educadores relataram à secretária Adriana Paiva a sensação de medo desde agressão a até morte, tanto deles como de qualquer aluno da unidade de ensino, visto que o responsável pela agressão aos docentes fez sérias ameaças dentro da escola. O Colegiado solicitou a transferência do aluno para outra unidade de ensino, já que o caso é reincidente e foram esgotadas todas as formas de diálogo, com os pais da criança. “Ele é um aluno inteligente e de boas notas, nossa preocupação é com ele, por isso pedimos a transferência sem prejuízo para seu aprendizado”, disse a diretora Luzinete Lima, que se preocupa com a repercussão da violência do pai do aluno, já que o fato foi presenciado por várias pessoas, inclusive estudantes que levaram o caso para casa. Representantes dos pais de alunos demonstraram o mesmo medo e pedem a relocação do aluno para outra escola da rede, e duas já estão confirmadas para receber o estudante, sem prejuízo de conteúdo.
Após analisar de perto os fatos, a SEMED acatou e se dispôs a levar a decisão de transferência do aluno à Promotoria do Município que vai analisar o caso e marcar nova reunião para a manhã desta sexta-feira, com a decisão final. Mas os professores informaram que caso a justiça não acate pela mudança de escola, haverá uma paralisação na Escola. A secretária também confirmou que a transferência foi pedida desde ontem, mas o pai do estudante que afirmou na escola e para a secretária na quarta-feira (24) que a “escola não presta e os professores são incompetentes”, insiste em manter o aluno na unidade de ensino.
Foi acordado então a formação de uma Comissão que envolve os educadores e a ASPROLF para novamente discutir junto à Justiça toda a situação e a transferência do aluno, como forma de protegê-lo de danos psicológicos e no aprendizado, já que a atitude do pai causou uma revolta na comunidade do Loteamento Santa Júlia. “Essa é uma escola considerada modelo, todo pai quer seu filho estudando aqui, e nós não vamos aceitar uma situação de risco dessa para nossos filhos. Ele (o pai) ofendeu não só a professora, mas aos funcionários e aos pais presentes. Queremos uma resposta da secretaria de educação”, disse Margareth Soledade, representante do Colegiado Escolar.
O Caso - Tudo começou quando o aluno usou um xingamento dentro da sala de aula e a professora de matemática pediu que ele se retratasse, já que tal atitude é uma falta de respeito à docentes e aos colegas de classe. O estudante não se retratou, o caso foi levado à diretoria da escola que pediu a presença dos pais da criança no ambiente escolar para discutir o assunto. No mesmo dia, o pai do aluno esteve no local e bastante alterado agrediu moralmente a diretora e a vice da unidade de ensino e disse que ela (a diretora) não sabia com quem estava mexendo, e que iria ao prefeito Marcio Paiva, “com quem ele tem moral”, pra que ela seja demitida. Ele voltou hoje (24) à escola e fez novas ameaças.

Emocionalmente abalada, a professora Luzinete Lima disse que foi à SEMED – secretaria municipal de educação - relatou o fato. Prestou queixa também na delegacia de Itinga onde fez um boletim de ocorrência. Além disso procurou a ASPROLF, que está apoiando e acompanhando o caso junto às autoridades competentes.