

O maior polo industrial do Hemisfério Sul já ficou sem internet por falta de segurança. Em pleno século XXI, o Polo de Camaçari foi alvo de bandidos que roubaram cabos no distrito, afetando a conexão com o mundo.“Você não pode realmente ter um Polo da envergadura que tem o de Camaçari, que não tem uma segurança nessa questão da comunicação”, alertou o superintendente do Comitê para o Desenvolvimento Industrial de Camaçari (Cofic), Mauro Pereira, ontem, durante palestra no Polo de Camaçari em Debate.
De acordo com Pereira, a internet dentro do complexo industrial é feita via rádio e acabou comprometida por conta dos assaltantes. “Foi muito preocupante, porque nós ficamos uma manhã isolados. Então, a gente descobriu que naquele momento era realmente por conta do roubo de cabos recorrente”, contou o supe.
Depois dos episódios, algumas empresas dentro do complexo resolveram se reunir para procurar soluções de aprimoramento da rede. Hoje, o grupo já está discutindo propostas com a Embratel para implantação da rede.Para o superintendente, o problema em telecomunicações não é exclusivo no Polo, mas acaba tendo um impacto maior por conta da importância do setor. “Eu acho que é um problema de infraestrutura brasileira, mas dentro do Polo você tem outra conotação, que afeta a competitividade”.
Cipe A falta de segurança dentro do complexo industrial já é motivo de preocupação dos empresários do Polo há muito tempo. Em 2008, quando o Polo completou 30 anos, uma carta foi elaborada pelo Cofic e entregue ao governo alertando sobre os principais gargalos, entre eles a segurança policial e a comunicação.
No âmbito da segurança, a indústria conseguiu evoluir com a implantação da Companhia Independente de Polícia Especializada (Cipe). “Ela não é só nossa, mas a base dela está em Camaçari e isso foi um ganho”, pontou Pereira.