POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL

A PÁGINA


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FOI RETIRADA DO AR!

O CABEÇA BRANCA E EU

 
A escolha de Durval ao governo
 
Quando o acidente que matou a um mês do pleito o candidato ao governo Clériston Andrade, num acidente de helicóptero próximo do município de Caatiba, houve como agora ocorre com a perda de Eduardo Campos, uma forte comoção na Bahia. 

Afinal, além de Clériston estavam no aparelho o candidato a vice-governador, Rogério Rego, deputados estaduais, federais e candidatos. 

Conta-se que Luís Eduardo Magalhães desistiu de viajar momentos antes do embarque. Antônio Carlos, então governador no seu segundo mandato, procurou reagrupar sua corrente e escolher o substituto. 

Tal era a comoção que foi nesse clima que o Cabeça Branca teria dito que ele “elegeria até um poste”. Havia candidatos naturais e, um deles, era o então senador (biônico, invenção da ditadura) Jutahy Magalhães, pai do deputado federal Jutahy Jr., e Ângelo Calmon de Sá, que comandava o Banco Econômico da Bahia. 

O Cabeça excluiu os dois. Numa conversa em Ondina, disse a um grupo – e um dos presentes me contou – que estava propenso a decidir “pela sua conveniência e não pela competência”. 

Escolheu, então, João Durval Carneiro, que era seu secretário de Planejamento e Recursos Hídricos.



Por Zaca de Aphonso (Miro Psaros)